Pesquisa Datafolha feita em 20 e 21 de maio revela que o voto obrigatório divide o eleitorado: 48% dos entrevistados no país são favoráveis e 48% são contrários.
O apoio ao voto facultativo cresceu. O levantamento anterior, de dezembro de 2008, registrara o recorde de 53% a favor da obrigatoriedade; 43% eram contra.
Estabelecida na Constituição, a obrigação atinge os brasileiros alfabetizados dos 18 aos 70 anos de idade. Para analfabetos, maiores de 70 e os que têm entre 16 e 18 anos, o voto é facultativo.
O Brasil é um dos 30 países em que o voto nas eleições nacionais é obrigatório. Dos entrevistados, 55% dizem que votariam se ele fosse facultativo; 44% optariam por não votar.
Fonte: Folha.com
sábado, 29 de maio de 2010
Tasso rejeita vice de Serra: ‘Sou candidato a senador’
Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que não cogita comparecer às urnas de 2010 como candidato a vice na chapa do presidenciável tucano José Serra.
“Eu não penso nisso. Sou candidato a senador. Quero continuar trabalhando aqui no Ceará”, disse.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (28), no município cearense de Paracuru, distante 85 km da capital, Fortaleza.
O nome de Tasso fora mencionado como alternativa de vice pelo presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, Sérgio Guerra (PE).
Ao rejeitar a idéia, Tasso mimetiza Aécio Neves. O grão-duque do tucanato mineiro também reafirmou, na quinta (27), que é candidato ao Senado, não a vice.
Conforme já noticiado aqui, a escolha do companheiro de chapa de Serra deve ser empurrada para o final do mês que vem.
Marcada para 12 de junho, a convenção nacional do PSDB deve aprovar apenas o nome de José Serra, sem definir o segundo da chapa.
Com a saída de Aécio do páreo, a cúpula do DEM voltou a reivindicar a vaga. E cogita esticar a negociação até 28 de junho, data de sua convenção.
Serra admitiu a hipótese de adiamento. Deu-se em Recife, no ato de lançamento da candidatura de Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo pernambucano.
Ao discursar, Serra disse que não há pior coisa para um presidente do que “vice que faz aporrinhação”.
Citou como modelo o ex-vice de Fernando Henrique Cardoso, o senador Marco Maciel (DEM-PE), presente à cerimônia de lançamento de Jarbas.
Secretário-geral do PSDB federal, o deputado Rodrigo de Castro (MG), também declarou que a convenção de 12 de junho não é data fatal para a escolha do vice.
“Dá pra segurar mais um tempo”, disse Rodrigo, que integra o grupo de Aécio.
Que dá para segurar, não há dúvida. A lei não impede. Mas a delonga vai à crônica da sucessão como um problema, não como opção.
Fonte: Folha Online
“Eu não penso nisso. Sou candidato a senador. Quero continuar trabalhando aqui no Ceará”, disse.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (28), no município cearense de Paracuru, distante 85 km da capital, Fortaleza.
O nome de Tasso fora mencionado como alternativa de vice pelo presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, Sérgio Guerra (PE).
Ao rejeitar a idéia, Tasso mimetiza Aécio Neves. O grão-duque do tucanato mineiro também reafirmou, na quinta (27), que é candidato ao Senado, não a vice.
Conforme já noticiado aqui, a escolha do companheiro de chapa de Serra deve ser empurrada para o final do mês que vem.
Marcada para 12 de junho, a convenção nacional do PSDB deve aprovar apenas o nome de José Serra, sem definir o segundo da chapa.
Com a saída de Aécio do páreo, a cúpula do DEM voltou a reivindicar a vaga. E cogita esticar a negociação até 28 de junho, data de sua convenção.
Serra admitiu a hipótese de adiamento. Deu-se em Recife, no ato de lançamento da candidatura de Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo pernambucano.
Ao discursar, Serra disse que não há pior coisa para um presidente do que “vice que faz aporrinhação”.
Citou como modelo o ex-vice de Fernando Henrique Cardoso, o senador Marco Maciel (DEM-PE), presente à cerimônia de lançamento de Jarbas.
Secretário-geral do PSDB federal, o deputado Rodrigo de Castro (MG), também declarou que a convenção de 12 de junho não é data fatal para a escolha do vice.
“Dá pra segurar mais um tempo”, disse Rodrigo, que integra o grupo de Aécio.
Que dá para segurar, não há dúvida. A lei não impede. Mas a delonga vai à crônica da sucessão como um problema, não como opção.
Fonte: Folha Online
Ilário volta a defender rompimento com Cid Gomes
Ilário volta a defender rompimento com Cid Gomes
Queremos reciprocidade. O PT está dando mais do que recebe
O ex-deputado estadual, ex-prefeito de Quixadá e ex-presidente estadual do PT, Ilário Marques, defendeu, mais uma vez, a ruptura do partido com o PSB e principalmente com o governador Cid Gomes, caso os petistas não consigam, além da vice-governadoria, indicar José Pimentel para uma vaga do Senado.
No caso de rompimento, Ilário assegura que o PT tem nomes competitivos para disputar o Governo do Estado, citando, além dele próprio, Artur Bruno e mesmo José Pimentel.
O petista sustenta que Cid Gomes só foi eleito prefeito de Sobral e governador devido à força do PT no Estado. Agora, na avaliação de Ilário, chegou a hora de Cid retribuir o apoio.
O Estado – Qual é a situação do PT no contexto eleitoral?
Ilário Marques – O partido está à espera do governador Cid Gomes, que não está mais correspondendo às expectativas como era no passado. Quando o senhor Cid Gomes não era governador, ele considerava muito mais o PT. Agora que está no comando do Estado, está fazendo o partido passar a pão e água.
OE – O que o partido quer mesmo do governador Cid Gomes?
IM – Acima de tudo, respeito pelo tamanho do PT no Ceará e pelo que o partido representa junto à sociedade. O partido quer um tratamento político correto e preferência na aliança, como o PT tem manifestado preferência pelo hoje governador Cid Gomes. Queremos reciprocidade, porque o PT está dando mais do que recebe.
OE – O PT já tem a vice-governadoria garantida. O que mais quer o partido na chapa majoritária?
IM – Não temos ainda a vice-governadoria garantida, porque ela existe apenas na imprensa e na boca dos invejosos. O governador Cid Gomes nunca falou sobre o assunto com o PT, que continua em dúvida se vai ter ou não esse cargo. Até agora tudo está na estaca zero, e é exatamente a dúvida que maltrata.
OE – O que o PT quer além da vice-governadoria?
IM – O PT quer colocar na mesa as suas reivindicações, que são a vice-governadoria e uma das vagas do Senado. Isso, sem aliança com o PSDB, porque para esse partido não queremos nem olhar, quanto mais conviver no mesmo espaço. O PSDB quase enterra o Brasil e, por isso, o queremos à distância.
OE – A confirmação desses dois cargos deveria ser logo fornecida pelo governador Cid Gomes?
IM – O PT precisa cuidar da sua vida, porque a eleição está na porta, faltam apenas pouco mais de quatro meses. Queremos saber o que vamos fazer em outubro próximo e até agora não sabemos de nada. O que dá para se entender é que o governador Cid Gomes está querendo a nossa redução no Ceará.
OE – Isso quer dizer que o governador Cid Gomes demora a dar alegrias para os outros partidos?
IM – O governador Cid Gomes só faz isso porque os outros partidos se submetem a uma situação como essa, que é a de incerteza até o dia da convenção do partido dele. Infelizmente, pelo menos até agora, o PT está aceitando esse jogo que não é nada cômodo. Se eu fosse o presidente do partido, não aceitava isso [Luizianne Lins é a atual presidente estadual do PT].
OE – Se o governador Cid Gomes negar o que o PT reivindica, qual será a posição do partido?
IM – Eu, pessoalmente, defendo a ruptura do PT com o PSB e principalmente com o governador Cid Gomes. Não sei se a maioria no PT tem a percepção de que a ruptura é estratégica, acima de tudo, para o projeto político do partido no Ceará. Infelizmente, parece que estou pregando sozinho no deserto.
OE – No caso de ruptura, o PT tem estrutura e nomes para postular o Governo do Estado?
IM – Temos as duas coisas e ainda mais a população do nosso lado. Com relação à estrutura, nós temos o presidente Lula e agora a ex-ministra Dilma Rousseff que, sem dúvida, será eleita presidente da República. No tocante a nomes, tem o meu, o do próprio José Pimentel, da Rachel Marques, do Artur Bruno e muitos outros.
OE – Um desses petistas tem condição de derrubar o governador Cid Gomes, que tem aceitação acima de 60%?
IM – Qualquer nome do PT é competitivo, porque tem força política no Ceará. Essa força tem sido manifestada nas eleições, com Luizianne Lins tendo sido eleita prefeita de Fortaleza por duas vezes, com quatro deputados federais e três estaduais, além de José Pimentel que foi ministro da Previdência.
OE – No seu entender, o PT foi importante na vida política de Cid Gomes?
IM – É claro que foi e acredito que o governador tem consciência disso. Ele foi eleito duas vezes prefeito de Sobral com a força do PT. O senhor Cid Gomes, em 2006, dizia para todo mundo saber que só seria candidato ao Governo do Estado se fosse numa coligação com o PT.
OE – Quase todos os partidos estão do lado de Cid Gomes. O senhor acha que agora, para ser reeleito, o governador precisa tanto assim do PT?
IM – A pergunta tem mais sentido se for feita a ele. O homem subiu com o PT e resta saber se ele tem consciência disso. O PT, no meu entender, não deve se rebaixar muito, porque tem estrutura para andar com as duas próprias pernas. Vamos ver o que vai acontecer daqui para frente.
Tarcísio Colares
da Redação
FONTE: JORNAL O ESTADO
Queremos reciprocidade. O PT está dando mais do que recebe
O ex-deputado estadual, ex-prefeito de Quixadá e ex-presidente estadual do PT, Ilário Marques, defendeu, mais uma vez, a ruptura do partido com o PSB e principalmente com o governador Cid Gomes, caso os petistas não consigam, além da vice-governadoria, indicar José Pimentel para uma vaga do Senado.
No caso de rompimento, Ilário assegura que o PT tem nomes competitivos para disputar o Governo do Estado, citando, além dele próprio, Artur Bruno e mesmo José Pimentel.
O petista sustenta que Cid Gomes só foi eleito prefeito de Sobral e governador devido à força do PT no Estado. Agora, na avaliação de Ilário, chegou a hora de Cid retribuir o apoio.
O Estado – Qual é a situação do PT no contexto eleitoral?
Ilário Marques – O partido está à espera do governador Cid Gomes, que não está mais correspondendo às expectativas como era no passado. Quando o senhor Cid Gomes não era governador, ele considerava muito mais o PT. Agora que está no comando do Estado, está fazendo o partido passar a pão e água.
OE – O que o partido quer mesmo do governador Cid Gomes?
IM – Acima de tudo, respeito pelo tamanho do PT no Ceará e pelo que o partido representa junto à sociedade. O partido quer um tratamento político correto e preferência na aliança, como o PT tem manifestado preferência pelo hoje governador Cid Gomes. Queremos reciprocidade, porque o PT está dando mais do que recebe.
OE – O PT já tem a vice-governadoria garantida. O que mais quer o partido na chapa majoritária?
IM – Não temos ainda a vice-governadoria garantida, porque ela existe apenas na imprensa e na boca dos invejosos. O governador Cid Gomes nunca falou sobre o assunto com o PT, que continua em dúvida se vai ter ou não esse cargo. Até agora tudo está na estaca zero, e é exatamente a dúvida que maltrata.
OE – O que o PT quer além da vice-governadoria?
IM – O PT quer colocar na mesa as suas reivindicações, que são a vice-governadoria e uma das vagas do Senado. Isso, sem aliança com o PSDB, porque para esse partido não queremos nem olhar, quanto mais conviver no mesmo espaço. O PSDB quase enterra o Brasil e, por isso, o queremos à distância.
OE – A confirmação desses dois cargos deveria ser logo fornecida pelo governador Cid Gomes?
IM – O PT precisa cuidar da sua vida, porque a eleição está na porta, faltam apenas pouco mais de quatro meses. Queremos saber o que vamos fazer em outubro próximo e até agora não sabemos de nada. O que dá para se entender é que o governador Cid Gomes está querendo a nossa redução no Ceará.
OE – Isso quer dizer que o governador Cid Gomes demora a dar alegrias para os outros partidos?
IM – O governador Cid Gomes só faz isso porque os outros partidos se submetem a uma situação como essa, que é a de incerteza até o dia da convenção do partido dele. Infelizmente, pelo menos até agora, o PT está aceitando esse jogo que não é nada cômodo. Se eu fosse o presidente do partido, não aceitava isso [Luizianne Lins é a atual presidente estadual do PT].
OE – Se o governador Cid Gomes negar o que o PT reivindica, qual será a posição do partido?
IM – Eu, pessoalmente, defendo a ruptura do PT com o PSB e principalmente com o governador Cid Gomes. Não sei se a maioria no PT tem a percepção de que a ruptura é estratégica, acima de tudo, para o projeto político do partido no Ceará. Infelizmente, parece que estou pregando sozinho no deserto.
OE – No caso de ruptura, o PT tem estrutura e nomes para postular o Governo do Estado?
IM – Temos as duas coisas e ainda mais a população do nosso lado. Com relação à estrutura, nós temos o presidente Lula e agora a ex-ministra Dilma Rousseff que, sem dúvida, será eleita presidente da República. No tocante a nomes, tem o meu, o do próprio José Pimentel, da Rachel Marques, do Artur Bruno e muitos outros.
OE – Um desses petistas tem condição de derrubar o governador Cid Gomes, que tem aceitação acima de 60%?
IM – Qualquer nome do PT é competitivo, porque tem força política no Ceará. Essa força tem sido manifestada nas eleições, com Luizianne Lins tendo sido eleita prefeita de Fortaleza por duas vezes, com quatro deputados federais e três estaduais, além de José Pimentel que foi ministro da Previdência.
OE – No seu entender, o PT foi importante na vida política de Cid Gomes?
IM – É claro que foi e acredito que o governador tem consciência disso. Ele foi eleito duas vezes prefeito de Sobral com a força do PT. O senhor Cid Gomes, em 2006, dizia para todo mundo saber que só seria candidato ao Governo do Estado se fosse numa coligação com o PT.
OE – Quase todos os partidos estão do lado de Cid Gomes. O senhor acha que agora, para ser reeleito, o governador precisa tanto assim do PT?
IM – A pergunta tem mais sentido se for feita a ele. O homem subiu com o PT e resta saber se ele tem consciência disso. O PT, no meu entender, não deve se rebaixar muito, porque tem estrutura para andar com as duas próprias pernas. Vamos ver o que vai acontecer daqui para frente.
Tarcísio Colares
da Redação
FONTE: JORNAL O ESTADO
sábado, 13 de março de 2010
Vai à berlinda o patrimônio de candidato do PT no DF
Chama-se Agnelo Queiroz o candidato do PT ao governo do Distrito Federal. Apresenta-se ao eleitor como uma “alternativa ética”.
Notícia levada às páginas de Época pelos repórteres Andrei Meirelles e Marcelo Rocha indica que Agnelo terá dificuldades para sustentar a plataforma.
No primeiro mandato de Lula, Agnelo respondera pelo Ministério dos Esportes. Hoje, é diretor da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária).
Em 2006, ano em que concorreu ao Senado, Agnelo levou à Justiça Eleitoral uma declaração de bens relativamente modesta.
Somado, seu patrimônio alçava à casa dos R$ 224,3 mil. Incluía R$ 45 mil depositados em quatro bancos e um apartamento avaliado em R$ 78 mil.
Menos de quatro meses depois, informa a revista, Agnelo deu uma entrada de R$ 150 mil para a compra de uma casa.
Imóvel de 500 m², assentado numa área chique da Capital, o Setor de Mansões Dom Bosco.
Ouvido, Agnelo disse ter quitado o imóvel em cinco prestações mensais. A escritura anota R$ 400 mil. Não fez empréstimo. Tampouco se desfez de nenhuma propriedade.
De onde veio o numerário? “Usei o dinheiro de minhas economias e as de minha mulher”, explicou-se Agnelo.
Ele exibiu aos repórteres as declarações de Imposto de Renda de 2006 e 2007. As dele e as de sua mulher. Mostrou extratos bancários.
Manusenado o papelório, os repórteres constataram que Agnelo não dispunha de recursos para custear nem a metade do valor declarado da nova casa.
Para complicar, informa a revista, Agnelo adquiriu no mesmo período um par de apartamentos financiados e um automóvel.
Há mais: Agnelo submeteu a casa nova a uma reforma. “Estava muito depreciada”, declarou.
Há pior: na reforma, o imóvel foi dotado de quadra de tênis, campo de futebol e lago artificial. Facilidades acomodadas em área pública, contígua à mansão.
Encontradiça nas áreas nobres de Brasília, a prática é ilegal. O próprio Agnelo admitiu o malfeito:
“Reconheço que foi uma ilegalidade. Para que isso não servisse à exploração política na campanha, mandei desmontar a quadra há mais ou menos um ano...”
“...Não posso pagar por um erro que já corrigi.” Nesta sexta (12), antes que a notícia fosse ao prelo, Agnelo retificou-se. A coisa só foi desmontada em 2010.
Agnelo disse que preferia discorrer sobre planos de governo a ter de falar sobre negócios privados.
Foi submetido, então, a uma questão programática: se eleito, como agiria diante de invasões de áreas públicas urbanas?
“Não tenho uma opinião formada sobre isso”, escorregou. “Afinal, eu não tenho obrigação de ter opinião sobre todas as coisas”.
Agnelo trava uma disputa interna no PT com o deputado federal Geraldo Magela, que também deseja concorrer à cadeira de governador.
O PT local agendou para 21 de março uma prévia. A queda-de-braço leva Agnelo a suspeitar de que está sendo alvo de “fogo amigo”.
Afora o embaraço patrimonial, Agnelo flerta com um dissabor político. O petismo o encosta na parede por conta de um encontro inusitado.
Avistou-se, no primeiro semestre de 2009, com Durval Barbosa, delator do panetonegate, o escândalo que levou José Roberto Arruda para a cadeia.
Durval mostrou a Agnelo, em primeira mão, os vídeos em que Arruda e Cia. aparecem apalpando maços de dinheiro.
Em vez de levar os lábios ao trombone, Agnelo silenciou. Por quê?
“Fiquei calado para não politizar o assunto nem prejudicar uma possível investigação sobre esse esquema de corrupção”, ele justifica.
Assediado por insinuações de que teria negociado com Durval compensações a uma eventual denúncia contra Arruda, Agnelo nega:
“Isso é invencionice. Sei que minha conversa com o Durval foi filmada. Gostaria que ela fosse divulgada. Se eu tivesse qualquer temor, não seria candidato”.
E quanto à notícia de que teria se encontrado, numa fazenda, em outubro de 2008, com Joaquim Roriz, o arquival do PT em Brasília?
“Isso é delírio, nunca estive na fazenda de Roriz”, respondeu Agnelo na noite de quinta (11).
No dia seguinte, a assessoria do candidato procurou a revista para desdizê-lo. Agnelo estivera, de fato, na fazenda de Roriz. Informou-se que conversaram sobre as eleições no DF.
Como se vê, a “alternativa ética” do PT manteve contatos com personagens que simbolizam o que há de mais aético na capital da República.
Fonte: Blog da Folha
Escrito por Josias de Souza
Notícia levada às páginas de Época pelos repórteres Andrei Meirelles e Marcelo Rocha indica que Agnelo terá dificuldades para sustentar a plataforma.
No primeiro mandato de Lula, Agnelo respondera pelo Ministério dos Esportes. Hoje, é diretor da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária).
Em 2006, ano em que concorreu ao Senado, Agnelo levou à Justiça Eleitoral uma declaração de bens relativamente modesta.
Somado, seu patrimônio alçava à casa dos R$ 224,3 mil. Incluía R$ 45 mil depositados em quatro bancos e um apartamento avaliado em R$ 78 mil.
Menos de quatro meses depois, informa a revista, Agnelo deu uma entrada de R$ 150 mil para a compra de uma casa.
Imóvel de 500 m², assentado numa área chique da Capital, o Setor de Mansões Dom Bosco.
Ouvido, Agnelo disse ter quitado o imóvel em cinco prestações mensais. A escritura anota R$ 400 mil. Não fez empréstimo. Tampouco se desfez de nenhuma propriedade.
De onde veio o numerário? “Usei o dinheiro de minhas economias e as de minha mulher”, explicou-se Agnelo.
Ele exibiu aos repórteres as declarações de Imposto de Renda de 2006 e 2007. As dele e as de sua mulher. Mostrou extratos bancários.
Manusenado o papelório, os repórteres constataram que Agnelo não dispunha de recursos para custear nem a metade do valor declarado da nova casa.
Para complicar, informa a revista, Agnelo adquiriu no mesmo período um par de apartamentos financiados e um automóvel.
Há mais: Agnelo submeteu a casa nova a uma reforma. “Estava muito depreciada”, declarou.
Há pior: na reforma, o imóvel foi dotado de quadra de tênis, campo de futebol e lago artificial. Facilidades acomodadas em área pública, contígua à mansão.
Encontradiça nas áreas nobres de Brasília, a prática é ilegal. O próprio Agnelo admitiu o malfeito:
“Reconheço que foi uma ilegalidade. Para que isso não servisse à exploração política na campanha, mandei desmontar a quadra há mais ou menos um ano...”
“...Não posso pagar por um erro que já corrigi.” Nesta sexta (12), antes que a notícia fosse ao prelo, Agnelo retificou-se. A coisa só foi desmontada em 2010.
Agnelo disse que preferia discorrer sobre planos de governo a ter de falar sobre negócios privados.
Foi submetido, então, a uma questão programática: se eleito, como agiria diante de invasões de áreas públicas urbanas?
“Não tenho uma opinião formada sobre isso”, escorregou. “Afinal, eu não tenho obrigação de ter opinião sobre todas as coisas”.
Agnelo trava uma disputa interna no PT com o deputado federal Geraldo Magela, que também deseja concorrer à cadeira de governador.
O PT local agendou para 21 de março uma prévia. A queda-de-braço leva Agnelo a suspeitar de que está sendo alvo de “fogo amigo”.
Afora o embaraço patrimonial, Agnelo flerta com um dissabor político. O petismo o encosta na parede por conta de um encontro inusitado.
Avistou-se, no primeiro semestre de 2009, com Durval Barbosa, delator do panetonegate, o escândalo que levou José Roberto Arruda para a cadeia.
Durval mostrou a Agnelo, em primeira mão, os vídeos em que Arruda e Cia. aparecem apalpando maços de dinheiro.
Em vez de levar os lábios ao trombone, Agnelo silenciou. Por quê?
“Fiquei calado para não politizar o assunto nem prejudicar uma possível investigação sobre esse esquema de corrupção”, ele justifica.
Assediado por insinuações de que teria negociado com Durval compensações a uma eventual denúncia contra Arruda, Agnelo nega:
“Isso é invencionice. Sei que minha conversa com o Durval foi filmada. Gostaria que ela fosse divulgada. Se eu tivesse qualquer temor, não seria candidato”.
E quanto à notícia de que teria se encontrado, numa fazenda, em outubro de 2008, com Joaquim Roriz, o arquival do PT em Brasília?
“Isso é delírio, nunca estive na fazenda de Roriz”, respondeu Agnelo na noite de quinta (11).
No dia seguinte, a assessoria do candidato procurou a revista para desdizê-lo. Agnelo estivera, de fato, na fazenda de Roriz. Informou-se que conversaram sobre as eleições no DF.
Como se vê, a “alternativa ética” do PT manteve contatos com personagens que simbolizam o que há de mais aético na capital da República.
Fonte: Blog da Folha
Escrito por Josias de Souza
Caixa oculto do G-4 somou R$ 184 milhões em 2008
Nas eleições municipais de 2008, os quatro maiores partidos políticos do país amealharam R$ 184,7 milhões em doações ocultas.
O PT frequenta o topo do ranking. O PSDB vem em segundo, seguido de perto pelo DEM. Na lanterna, o PMDB.
Eis os montantes amealhados pelo G-4, o grupo dos quatro grandes:
PT: R$ 74,1 milhões.
PSDB: R$ 42,9 milhões.
DEM: R$ 41,4 milhões.
PMDB: R$ 26,3 milhões.
Prevista em lei, a doação oculta não se confunde com o caixa dois. É um tipo de contribuição eleitoral que premia as empresas com o anonimato.
Funciona assim: em vez de doar verbas aos comitês eleitorais, as empresas doam aos partidos, que se encarregam de repassar o dinheiro aos candidatos.
Na hora de prestar contas à Justiça Eleitoral, os candidatos informam ter recebido as doações dos respectivos partidos. E as logomarcas dos doadores ficam à sombra.
Na eleição de 2010, que movimentará volume bem maior de dinheiro, o TSE quer acabar com a brincadeira. Baixou resolução que inibe o esconde-esconde.
Pelas novas regras do Tribunal Superior Eleitoral, o partido continua autorizado a receber doações de campanha, como prevê a lei. Porém...
Porém, o dinheiro não poderá mais ser levado ao caixa partidário. Terá de ser depositado em conta bancária aberta exclusivamente para a eleição.
A identificação da empresa passa a ser obrigatória tanto no caso dos repasses feitos a partidos como nas doações carreadas diretamente aos candidatos.
A investida do TSE produziu uma união partidária instantânea. Coisa rara na política. O G-4 analisa a melhor forma de recorrer contra a luminosidade.
Ouça-se, por oportuno, o presidente do PT, José Eduardo Dutra. Ele falou à Agência Globo:
“A partir do momento em que você abre uma conta para as eleições, e o depósito é feito, o dinheiro passa a ser do partido. Como vai saber se ele veio deste ou daquele doador?”
Para Dutra, as regras do TSE são um convite ao caixa dois: “Qualquer tipo de inibição à doação legal pode acabar nisso. De boas intenções, o inferno está cheio”.
Vice-presidente do DEM, o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), acha que os prejuízos serão maiores para os partidos de oposição. Por quê?
ACM Neto diz que parte do empresariado opta pela doação oculta para fugir à retaliação das legendas aboletadas na máquina estatal.
O deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, enxerga no movimento do TSE uma interferência descabida na autonomia das legendas:
“Os partidos têm estratégias internas de fortalecer as campanhas de um Estado, grupo ou candidato. Agora, perdem autonomia sobre os recursos”.
O tucanato encomendou um estudo sobre o impacto das regras baixadas pelo TSE. A coisa fica pronta na próxima terça.
A reação suprapartidária é um indicativo do acerto do TSE. Doação oculta é algo incompatível com a era da informação.
Tomados pelo gogó, todos os políticos desfraldam a bandeira da transparência. Porém...
Porém, quando estão em jogo os seus interesses financeiros, preferem a limpidez do cristal Cica. Um acinte.
Fonte: Blog da Folha
Escrito por Josias de Souza
O PT frequenta o topo do ranking. O PSDB vem em segundo, seguido de perto pelo DEM. Na lanterna, o PMDB.
Eis os montantes amealhados pelo G-4, o grupo dos quatro grandes:
PT: R$ 74,1 milhões.
PSDB: R$ 42,9 milhões.
DEM: R$ 41,4 milhões.
PMDB: R$ 26,3 milhões.
Prevista em lei, a doação oculta não se confunde com o caixa dois. É um tipo de contribuição eleitoral que premia as empresas com o anonimato.
Funciona assim: em vez de doar verbas aos comitês eleitorais, as empresas doam aos partidos, que se encarregam de repassar o dinheiro aos candidatos.
Na hora de prestar contas à Justiça Eleitoral, os candidatos informam ter recebido as doações dos respectivos partidos. E as logomarcas dos doadores ficam à sombra.
Na eleição de 2010, que movimentará volume bem maior de dinheiro, o TSE quer acabar com a brincadeira. Baixou resolução que inibe o esconde-esconde.
Pelas novas regras do Tribunal Superior Eleitoral, o partido continua autorizado a receber doações de campanha, como prevê a lei. Porém...
Porém, o dinheiro não poderá mais ser levado ao caixa partidário. Terá de ser depositado em conta bancária aberta exclusivamente para a eleição.
A identificação da empresa passa a ser obrigatória tanto no caso dos repasses feitos a partidos como nas doações carreadas diretamente aos candidatos.
A investida do TSE produziu uma união partidária instantânea. Coisa rara na política. O G-4 analisa a melhor forma de recorrer contra a luminosidade.
Ouça-se, por oportuno, o presidente do PT, José Eduardo Dutra. Ele falou à Agência Globo:
“A partir do momento em que você abre uma conta para as eleições, e o depósito é feito, o dinheiro passa a ser do partido. Como vai saber se ele veio deste ou daquele doador?”
Para Dutra, as regras do TSE são um convite ao caixa dois: “Qualquer tipo de inibição à doação legal pode acabar nisso. De boas intenções, o inferno está cheio”.
Vice-presidente do DEM, o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), acha que os prejuízos serão maiores para os partidos de oposição. Por quê?
ACM Neto diz que parte do empresariado opta pela doação oculta para fugir à retaliação das legendas aboletadas na máquina estatal.
O deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, enxerga no movimento do TSE uma interferência descabida na autonomia das legendas:
“Os partidos têm estratégias internas de fortalecer as campanhas de um Estado, grupo ou candidato. Agora, perdem autonomia sobre os recursos”.
O tucanato encomendou um estudo sobre o impacto das regras baixadas pelo TSE. A coisa fica pronta na próxima terça.
A reação suprapartidária é um indicativo do acerto do TSE. Doação oculta é algo incompatível com a era da informação.
Tomados pelo gogó, todos os políticos desfraldam a bandeira da transparência. Porém...
Porém, quando estão em jogo os seus interesses financeiros, preferem a limpidez do cristal Cica. Um acinte.
Fonte: Blog da Folha
Escrito por Josias de Souza
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Ciro diz que Lula ‘está errado’ e reafirma candidatura
Afastou, em termos peremptórios, a possibilidade de vir a se envolver na refrega eleitoral São Paulo.
“Lula está errado ao querer que eu seja candidato a governador de São Paulo”.
Acha que sua exclusão do xadrez presidencial imporia a Dilma o risco de levar um xeque-mate do rival tucano José Serra já no primeiro turno.
Declarou que a retirada de sua candidatura ao Planalto só interessa a Serra. Daí a conclusão de que, nessa matéria, “o santo Lula está errado".
Inviabilizando-se como presidenciável, Ciro prefere "sair da vida pública” por um tempo: “Para mim, a política não é meio de vida".
Até quando vai esticar a corda? "Até onde puder, ou seja, outubro", o mês da eleição. Como que decidido a açoitar as dúvidas, Ciro foi às críticas.
Repetiu que a coligação que se forma ao redor de Dilma, escorada no PT e no PMDB, tem “moral frouxa”.
Como assim? Insinua que a aliança dos dois sócios majoritários da coligação governista traz um rastro de encrencas esperando para acontecer.
Nas palavras de Ciro: "Um roçado de escândalos semeado". Levou à roda o grão-petista José Dirceu, recém-reconduzido ao diretório nacional do PT.
Chamou de “golpista” a movimentação de Dirceu, espécie de costureiro informal do crochê partidário que o PT tenta tecer nos Estados.
Em São Paulo, Dirceu trabalha para acomodar Ciro nos calcanhares de Geraldo Alckmin, provável candidato do PSDB à sucessão de Serra.
Ciro contou que Dirceu o procurou. Em viagem à Europa, mandou dizer que estava “ocupado”. Com o quê? “Férias”.
De resto, Ciro disse que trabalhará para seduzir partidos que se disponham a formar com o seu PSB uma coligação.
Obsessivo, afirmou que só pensa na candidatura presidencial –“24 horas por dia”, segundo disse.
Em Fortaleza, o governador cearense Cid Gomes (PSB) ecoou Ciro. Disse que seu irmão vai mesmo às urnas como presidenciável.
Deu a entender que, a despeito das pressões, o PSB está fechado com Ciro. Tanto que o levará à vitrine em propaganda partidária prestes a ser exibida na TV.
“O programa é muito direcionado para fortalecer a sua posição como pré-candidato”, afirmou Cid.
Escrito por Josias de Souza às 04h57
“Lula está errado ao querer que eu seja candidato a governador de São Paulo”.
Acha que sua exclusão do xadrez presidencial imporia a Dilma o risco de levar um xeque-mate do rival tucano José Serra já no primeiro turno.
Declarou que a retirada de sua candidatura ao Planalto só interessa a Serra. Daí a conclusão de que, nessa matéria, “o santo Lula está errado".
Inviabilizando-se como presidenciável, Ciro prefere "sair da vida pública” por um tempo: “Para mim, a política não é meio de vida".
Até quando vai esticar a corda? "Até onde puder, ou seja, outubro", o mês da eleição. Como que decidido a açoitar as dúvidas, Ciro foi às críticas.
Repetiu que a coligação que se forma ao redor de Dilma, escorada no PT e no PMDB, tem “moral frouxa”.
Como assim? Insinua que a aliança dos dois sócios majoritários da coligação governista traz um rastro de encrencas esperando para acontecer.
Nas palavras de Ciro: "Um roçado de escândalos semeado". Levou à roda o grão-petista José Dirceu, recém-reconduzido ao diretório nacional do PT.
Chamou de “golpista” a movimentação de Dirceu, espécie de costureiro informal do crochê partidário que o PT tenta tecer nos Estados.
Em São Paulo, Dirceu trabalha para acomodar Ciro nos calcanhares de Geraldo Alckmin, provável candidato do PSDB à sucessão de Serra.
Ciro contou que Dirceu o procurou. Em viagem à Europa, mandou dizer que estava “ocupado”. Com o quê? “Férias”.
De resto, Ciro disse que trabalhará para seduzir partidos que se disponham a formar com o seu PSB uma coligação.
Obsessivo, afirmou que só pensa na candidatura presidencial –“24 horas por dia”, segundo disse.
Em Fortaleza, o governador cearense Cid Gomes (PSB) ecoou Ciro. Disse que seu irmão vai mesmo às urnas como presidenciável.
Deu a entender que, a despeito das pressões, o PSB está fechado com Ciro. Tanto que o levará à vitrine em propaganda partidária prestes a ser exibida na TV.
“O programa é muito direcionado para fortalecer a sua posição como pré-candidato”, afirmou Cid.
Escrito por Josias de Souza às 04h57
Governo faz terrorismo eleitoral com o Bolsa Família
Documento oficial do governo Lula faz uma ameaça velada aos cerca de 50 milhões de brasileiros que recebem o dinheiro do Bolsa Família mensalmente: o próximo presidente da República pode alterar as regras e o prazo de validade do benefício pode ser alterado.
A informação faz parte de uma reportagem de Catarina Alencastro, no Globo de hoje. “Um texto editado pelo Ministério do Desenvolvimento Social para orientar o recadastramento de beneficiários do Bolsa Família afirma que o gestor que assumir o comando do programa federal no próximo governo poderá alterar suas regras”, diz o jornal.
O Bolsa Família chega a cerca de 12,5 milhões de famílias. Estima-se que quase 50 milhões de pessoas são beneficiadas. Os valores pagos variam de 20 a 200 reais por mês, dependendo do número de filhos de cada família.
O alerta (ou ameaça) do governo sobre mudança de regras faz parte da instrução operacional número 34, editada no dia 23 de dezembro do ano passado. Essa instrução será repassada aos prefeitos, responsáveis pela atualização dos dados do cadastro do Bolsa Família.
Diz a reportagem que “o documento explica que a validade do benefício está garantida por três anos para quem já atualizou seus dados em 2008 e 2009. Embora não esteja expresso, o texto dá a entender que o mesmo deve valer para quem se recadastrar em 2010. Mas, segundo a advertência do ministério, a partir de 2011, o prazo de validade do benefício não está garantido”.
Segundo a instrução operacional, hoje a validade do benefício “depende do ano em que houve a última atualização cadastral”. “Cadastros atualizados em 2008 terão a validade do benefício firmada em 31/10/2011; cadastros atualizados em 2009, 31/10/2012. Para os anos de 2011 e 2012, no entanto, a fixação da data de validade do benefício estará sujeita a alterações segundo novas diretrizes que sejam estabelecidas pela nova administração que assumir o Bolsa Família em janeiro de 2011”, diz o texto.
Por Fernando Rodrigues - UOL
A informação faz parte de uma reportagem de Catarina Alencastro, no Globo de hoje. “Um texto editado pelo Ministério do Desenvolvimento Social para orientar o recadastramento de beneficiários do Bolsa Família afirma que o gestor que assumir o comando do programa federal no próximo governo poderá alterar suas regras”, diz o jornal.
O Bolsa Família chega a cerca de 12,5 milhões de famílias. Estima-se que quase 50 milhões de pessoas são beneficiadas. Os valores pagos variam de 20 a 200 reais por mês, dependendo do número de filhos de cada família.
O alerta (ou ameaça) do governo sobre mudança de regras faz parte da instrução operacional número 34, editada no dia 23 de dezembro do ano passado. Essa instrução será repassada aos prefeitos, responsáveis pela atualização dos dados do cadastro do Bolsa Família.
Diz a reportagem que “o documento explica que a validade do benefício está garantida por três anos para quem já atualizou seus dados em 2008 e 2009. Embora não esteja expresso, o texto dá a entender que o mesmo deve valer para quem se recadastrar em 2010. Mas, segundo a advertência do ministério, a partir de 2011, o prazo de validade do benefício não está garantido”.
Segundo a instrução operacional, hoje a validade do benefício “depende do ano em que houve a última atualização cadastral”. “Cadastros atualizados em 2008 terão a validade do benefício firmada em 31/10/2011; cadastros atualizados em 2009, 31/10/2012. Para os anos de 2011 e 2012, no entanto, a fixação da data de validade do benefício estará sujeita a alterações segundo novas diretrizes que sejam estabelecidas pela nova administração que assumir o Bolsa Família em janeiro de 2011”, diz o texto.
Por Fernando Rodrigues - UOL
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